domingo, 17 de abril de 2011

Ensinamentos



Me ensinaram a ser forte, mas não me disseram como estancar a dor.

Me ensinaram a lutar e vencer, mas não me ensinaram a lidar com a frustração das derrotas.

Me ensinaram a perdoar, mas não me disseram que eu poderia necessitar de perdão.

Me ensinaram a não julgar, mas não me disseram que eu seria julgada.

Me ensinaram a acertar sempre, mas não consideraram que sou passível de erros.

Me ensinaram a amar, mas não me disseram que encontraria tanto desamor.

Me ensinaram a ser compreensiva, mas não me disseram que por vezes eu trocaria os pés pelas mãos.

Me ensinaram a doar, mas não me explicaram sobre o egoísmo.

Me ensinaram a bondade, mas não me disseram que a maldade impera.

Me ensinaram tantas coisas nobres, mas as piores aprendi a enfrentar sozinha.



Sandra Lopes - 17/04/2011


Oito Anos - Paula Toller

Composição : Paula Toller / Dunga
Por que você é Flamengo
E meu pai Botafogo
O que significa
"Impávido Colosso"?
Por que os ossos doem
Enquanto a gente dorme
Por que os dentes caem
Por onde os filhos saem
Por que os dedos murcham
Quando estou no banho
Por que as ruas enchem
Quando está chovendo
Quanto é mil trilhões
Vezes infinito
Quem é Jesus Cristo
Onde estão meus primos
Well, well, well
Gabriel...
Well, well, well
Well
Por que o fogo queima
Por que a lua é branca
Por que a Terra roda
Por que deitar agora
Por que as cobras matam
Por que o vidro embaça
Por que você se pinta
Por que o tempo passa
Por que que a gente espirra
Por que as unhas crescem
Por que o sangue corre
Por que que a gente morre
Do que é feita a nuvem
Do que é feita a neve
Como é que se escreve
Reveillón.
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Pena que os meus muitos "por ques" não são os mesmos que tinha aos 8 anos!!!



Selo recebido

Obrigada Roberta.



Reação em cadeia









segunda-feira, 11 de abril de 2011

Tempos modernos


O alarme soa anunciando que são onze e trinta, para quem mora em frente de uma grande fábrica de calçados este som dispensa relógio é o indicativo de que as ruas se encherão de trabalhadores a pé, de bicicletas e de carros, tornando o trânsito em um verdadeiro caos. 

A cena que vejo do alto da sacada não passa despercebida, são muitos operários que saem se acotovelando, enfileirados e alguns correndo, no desespero de chegar primeiro ao lugar onde é servido o almoço a eles. Mas, o que tem de interessante nisso tudo? Fico pensando sobre o que os diferencia dos animais irracionais? Que não se tome como ofensa, pois não consegui diferenciá-los. Mudos seguiam como máquinas ágeis a um destino certo e programado sem se importarem com o fluxo de carros.       

Passado o desespero inicial, os vejo, mais tarde, jogados pelas calçadas aproveitando o pouco tempo que lhes restam para descansar. As calçadas são para eles como redes na varanda, fica até difícil caminhar por ali. Não se percebe alegria, não se nota sonhos, vejo a massificação de um povo destinado a fazer serviços repetitivos, sem nada a pensar, sem nada a questionar, sem nada... a não ser cumprir a demanda que encherá os bolsos dos ricos patrões. 

Mais tarde, muitos deles, os recebo na sala de aula e esse comportamento se repete, existe uma grande dificuldade em fazê-los pensar e agir como seres críticos. O grande desafio como educadora é mostrar-lhes outras realidades, que é possível sonhar, que o mundo não gira só em torno de uma esteira, que é preciso ter ambição de conhecimento.

Analisando tudo isso, mentalmente agradeci pela profissão que tenho, a qual não é valorizada como deveria, mas que possui um valor inestimável na transformação da sociedade, das pessoas, do mundo. O nosso compromisso vai além de transmitir lições gramaticais, cálculos, fatos etc, o que de nada adiantam se não houver o compromisso com o ser humano em todos os aspectos.

Sei que, infelizmente, para muitos dos meus colegas, o que penso e falo não passa de um blá-blá-blá, pois muitos também não ousam sonhar, estão ali para repetir tradicionais lições e reclamar sobre as condições salariais. Para estes eu peço que não me tirem a ilusão de um mundo melhor. Temos o poder de transformar realidades, ainda que seja um processo lento, a verdade é que temos e devemos aproveitar. Peço que me permitam sonhar. Os sonhos me movem em querer sempre oferecer o melhor de mim, os meus conhecimentos e, nessa interação ensino e aprendo/aprendo e ensino que o conhecimento é a única forma de libertação. 

       


Sandra Lopes - abril/11
     

domingo, 10 de abril de 2011

Dessa vez - Nando Reis

É bom olhar pra trás e admirar a vida que soubemos fazer
É bom olhar pra frente, é bom nunca é igual
Olhar, beijar e ouvir, cantar um novo dia nascendo
É bom e é tão diferente
Eu não vou chorar, você não vai chorar
Você pode entender que eu não vou mais te ver
Por enquanto, sorria e saiba o que eu sei eu te amo

É bom se apaixonar, ficar feliz, te ver feliz me faz bem
Foi bom se apaixonar, foi bom, e é bom, e o que será?
Por pensar demais eu preferi não pensar demais
dessa vez..
Foi tão bom e porque será
Eu não vou chorar, você não vai chorar
Ninguém precisa chorar mas eu só posso te dizer
Por enquanto, que nessa linda estória os diabos são anjos.

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Na falta de inspiração própria, me valho de belas composições!





sexta-feira, 8 de abril de 2011

Do momento...

  
"Garotas se apaixonam pelo que ouvem, garotos se apaixonam pelo que veem. É por isso que as meninas usam maquiagem e meninos mentem."


quarta-feira, 6 de abril de 2011

Matando o tempo

Esperar nunca foi algo que eu fizesse com conforto, no entanto, me parece que a vida se encarregou de me pôr freios. Estamos sempre em estado de espera. Esperamos pelo dia amanhecer, pela noite chegar, pelo almoço, pela janta, pelo final de semana, por um grande amor, por uma família, pela estabilidade financeira e emocional, por perdoar, pelo perdão, pelo salário, pelo final do mês... aliás, esperamos muito mais pelo final do mês do que pelo seu início. O início prediz que há muito para aguardar até que se acabe. Esperamos pelo final do ano e quase sufocamos diante do reinício. 

Não é de se surpreender. Te digo, neste exato momento, estou a esperar. Espero, agora, a hora marcada. E quando a hora chegar, continuarei esperançosa de um milhão de coisas mais. 

Este estado de espera não significa inércia, inaptidão, comodismo, desânimo, muito pelo contrário, não ponho muita fé naquela frase "quem espera sempre alcança", já cheguei muitas vezes atrasada por causa disso. A isso prefiro "...quem sabe faz a hora, não espera acontecer...". É, mas como  nem tudo está ao nosso alcance, espero por uma providência divina, uma interferência do todo poderoso, por que de tanto esperar estou me cansando! 

E você, caro (a)  leitor (a) deve estar esperando eu terminar este texto enfadonho. Sinto muito se ele não justificou o teu tempo, porém eu me explico: estou a esperar...     
    


segunda-feira, 4 de abril de 2011

Tirania




‎"Eu caminho, desequilibrada, em cima de uma linha tênue entre a lucidez e a loucura. De ter amigos eu gosto porque preciso de ajuda pra sentir, embora quem se relacione comigo saiba que é por conta-própria e auto-risco. O que tenho de mais obscuro, é o que me ilumina. E a minha lucidez é que é perigosa."
Clarice Lispector


E, assim, começo a semana neste vagar de pensamentos. A segunda-feira me é ameaçadora. Não há como lutar contra a sua tirania: - Levante-se daí, os compromissos te esperam!
...Mais uma vez sou parida para o mundo!  

Sandra Lopes - 04/04/2011





domingo, 3 de abril de 2011

Divididos - Nenhum de Nós

Estamos divididos
Entre a noite e o dia
Os infelizes e os que querem acreditar
Divididos entre os que amam profundamente
E os que amam não amar

Estamos divididos e por isso perdidos
Entre cabos, fios e sinais
Estamos divididos
Afastados uns dos outros
Distantes dos iguais

Estamos separados por cordas, braços e estradas
Estamos separados por fronteiras e pecados
Estamos separados por saídas e entradas
Divididos
Separados

O amor virá
Quando tudo isso passar
O amor virá
Quando tudo isso passar
Quando tudo isso passar

Estamos divididos
Entre o hoje e o amanhã
O que já foi e o que ainda virá
Divididos entre profundos e superficiais
Insensíveis e os que sentem demais